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quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Meu filho come mal

Oi Meninas,

Hoje vou falar um dos dilemas que nós mães temos que administrar: a alimentação das crianças. Se não incentivar um hábito alimentar saudável eles só comem industrializados.

Li uma reportagem que a atual geração de crianças "poderia ser a primeira em muitíssimo tempo a ter uma expectativa de vida menos elevada que a de seus pais", diz a diretora-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Margaret Chan. Pela correria do dia-a-dia cedemos à praticidade dos fast food, comida industrializada, e assim, acabamos incluindo no cardápio uma condição que gera riscos para a saúde ao longo de toda a vida e despesas médicas potencialmente elevadas. E o que podemos fazer para mudar?! Sabemos que mudar os hábitos alimentares de uma criança não é tarefa fácil, nem simples. Requer paciência, persistência e comprometimento de toda a família.

Então, resolvi compartilhar umas dicas da especialista Gabriela Kapin (nutricionista) que tem um programa no canal fechado, espero poder te ajudar a começar essa luta por uma alimentação mais saudável para nossas crianças.

 10 Mandamentos da alimentação infantil:

 1 - Um gesto de Afeto e Carinho: "Alimentar é uma forma de cuidar dos filhos. A amamentação tem essa simbologia, do cuidado, do afeto, do amor. E muitas mães esquecem disso depois que a criança passa para a fase do garfo e da colher", explica. Ou seja, o importante é a mãe entender que se oferece alimentos saudáveis, está fazendo um bem ao filho. E não o contrário.
 2 - Alimentação consciente é uma questão de educação: Como tudo o que a criança aprende na vida, a alimentação vai de acordo com o que os pais ensinam. "Na alimentação acontecem os primeiros 'nãos' que os pais dão aos filhos. Pode a criança não escovar os dentes? Não. Então também não pode a criança não comer uma fruta".
 3 - Comida não é moeda de troca: O que muitos pais fazem é uma negociação com os filhos sobre a alimentação. "A criança começa a não comer bem para chamar a atenção dos pais, e eles acabam negociando com bens materiais. E não é essa a moeda que as crianças estão pedindo", explica Kapim. De acordo com a nutricionista do "Socorro! Meu filho come mal", a negociação com os filhos vai resolver uma situação pontual. "O que não pode é chegar ao ponto de tudo ter que negociar. Quando se educa e dá carinho, não é preciso negociação".
 4 - O prato deve ter 5 cores diferentes: A variação de cores significa uma variação de nutrientes. Ou seja, uma comida colorida mostra que é um refeição com todos os nutrientes necessários. "Se os pais colocam só verde, a criança vai deixar de receber os nutrientes e minerais do que tem no amarelo, por exemplo", diz Gabriela. Segundo ela, são quatro categorias de alimentos que é necessário ter no prato. Leguminosos (feijão, grão-de-bico, lentilha); cereal (arroz, trigo, cevada, aveia); proteína (frango, carne, peixe, ovo) e vegetais (hortaliças e verduras).
 5 - Os pais são sempre o melhor exemplo para os filhos: A explicação é simples: não adianta você ir ao fast food com seu filho, chegar em casa e oferecer uma fruta. "A família é o maior exemplo da criança", salienta a nutricionista.
 6 - A hora da refeição é o momento de reunir a família: "Ninguém mais come junto, é cada um no seu canto. Se reunir dá a oportunidade de a criança ver o que os pais comem, deles saberem como foi o dia do filho. Esse momento faz parte de uma boa rotina alimentar", diz.
 7 - Nada de eletrônicos nas refeições: "Eles são a distração do cérebro", resume Kapim. Segundo a nutricionista, se a criança se alimenta vendo TV ou brincando com o celular, o cérebro não registra o que está sendo ingerido. "A criança tem uma absorção prejudicada, alterando o funcionamento do Sistema Nervoso Central. Ela pode comer demais, ou comer menos do que precisa", justifica.
 8 - Para não gostar de um alimento a criança precisa experimentar várias receitas: Estudos mostram que para uma criança não gostar de algo é necessário que ela tenha experimentado o alimento pelo menos 10 vezes, de maneiras diferentes, segundo a nutricionista. "Para a criança reconhecer que não gosta de cenoura, por exemplo, é preciso que os pais ofereçam a cenoura em dez maneiras diferentes. A cenoura ralada tem um sabor, a cozida tem outra e por aí vai. Então ofereça bolo de cenoura, purê de cenoura, suflê de cenoura e outras variações antes de desistir", conta.
 9 - Se a criança não estiver com fome não precisa comer, mas não pode comer outra coisa antes das refeições: É o que acontece com a substituição pelas refeições. A tática é: se a criança não quer comer naquela hora, tudo bem. Mas na hora de comer, deve ser a refeição. "Ela não deve ser obrigada a comer. Tem vezes que a criança realmente não está com fome, mas não pode substituir por outra coisa".
 10 - As regras são para todos os membros da família: Os filhos seguem os exemplos dos pais. "Não vale querer que a criança coma três tipos de frutas se a família não come uma! Alimentação saudável para as crianças tem jeito.



Compartilhem as dicas ;)